A perda e luto são inevitáveis, mas podemos aprender com o sofrimento gerado neste momento de dor.
Veja a importância do sofrimento na elaboração da perda e do luto.
Quando nascemos já começamos a vivenciar a perda ou o luto; precisamos entender a diferença entre eles e se suas consequências são distintas:
PERDA é o momento em que deixamos de ter algo (emprego, oportunidades, estabilidade financeira, etc) ou alguém muito significativo em nossa vida. Essa condição de perda pode ser reversível ou não. É reversível no caso de sair da condição de desempregado para empregado e irreversível no caso de relacionamento amoroso, por exemplo, onde o par não deseja a reconciliação.
LUTO é condição de separação definitiva, no sentido de ter nossa convivência interrompida com uma pessoa significativa em nossa vida, dada pelo motivo de morte. O luto pode ser entendido como um sentimento gerado por um desligado de algo em que empregávamos muita energia, esforço e até amor, por exemplo ser desligada de um trabalho que amava executar.
A primeira perda que sofremos é ainda no útero de nossa mãe. Imagine um bebê que está no ventre de sua mãe, lá está protegido, alimentado, não sentia frio, nem calor e está envolvido no conforto materno. Após 9 meses é chegada a hora do nascimento, a temida primeira separação, onde o bebê experimenta um novo ambiente com ambivalência de temperaturas e não mais tem a facilidade do alimento a sua disposição.
A mãe também experimenta a dor da separação, e a sentimento de vazio, tanto físico (onde seu corpo leva um tempo para assimilar a falta do bebê gerado), quanto emocional. A condição de mãe trabalhadora é ainda mais delicada, pois terá que lidar com o fato de deixar seu bebê aos cuidados de outras pessoas para retornar as suas atividades de trabalho, gerando a sensação de luto.
O bebê terá que se adaptar a novos ambientes, estímulos e ao contato com outras pessoas.
Em se tratando de luto a criança menores de 6 anos, não tem clareza para definir a morte ou perda por ser algo muito complexo, ela não tem o entendimento que a morte não pode ser revertida, em sua fantasia aquilo que se foi, pode voltar, o que não é possível.
Na vida passamos por diversas situações de perdas e lutos, como:
- perda do animal de estimação,
- mudança de casa, de cidade, de emprego,
- nascimento de um filho, casamento,
- as fases do crescimento (criança, adolescente, jovem, adulto, idoso), separações, perdas corporais, financeiras, doenças e morte.
Mas o que tudo isso pode ter em comum?
Todas essas situações podem gerar sofrimento, revolta, isolamento social, falta de prazer em atividades que antes da perda eram agradáveis e a culpabilidade pelo ocorrido.
“Muito aprendeu quem bem conheceu o sofrimento”.
Anatole France
O sofrimento, sentimento principal em processo de luto ou perda é fundamental para o crescimento do ser humano. A grande sacada é aprender com ele e deixa-lo ir. Fazer do sofrimento seu companheiro de caminhada é um grande erro. O sofrimento tem lições valiosas para nos dar:
- nos permite enxergar os nossos potenciais,
- ampliação de nossa capacidade de amar, de estar com o outro e estar vivo,
- nos permite transformar, emergir de uma nova vida, com isso a possibilidade de ser diferente,
- entendimento do real valor do ser independente do ter.
Se você está passando por momento de sofrimento gerado por perda ou luto, saiba que a intensidade dele dependerá do significado que você o atribui.
A psicoterapia pode ajudá-lo a dar um novo significado para o sofrimento, usando-o como ferramenta de desenvolvimento de recursos internos para passar pela perda ou luto com mais clareza e leveza.
Recebendo o sofrimento em sua vida como uma oportunidade de rever conceitos, valores e princípios morais você poderá se surpreender com a sabedoria que adquirirá no final.
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Izabel Estevam
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